Fotos do Sebo do Bac que fica no Satyros II






Escrito por anselmo às 15h08
[]
[envie esta mensagem]
Gregory Corso
É melhor homem soltar longas palavras
E engolir as que um outro fala
Pois não é digno homem de palavra
Quem ainda por cima reclama
Que aquelas que comeu não tinham sal
É melhor homem deixar a fala
E não ter boca
É melhor que alguém, eu mesmo,
Repare em sua falta
Não é meu vocábulo
E já estou cheio dos seus
É melhor costurar-lhe os lábios
Cortar as suas orelhas sem ouvidos
Queimar o seu dicionário
É melhor
Que os seus olhos ouçam e falem além disso
(Sem Essa Palavra)
Tradução de Décio Pignatari
Escrito por anselmo às 07h13
[]
[envie esta mensagem]
23/07 Final do Aniversário do Pedro

Escrito por anselmo às 18h49
[]
[envie esta mensagem]
23/07 Aniversário do Pedro.






Escrito por anselmo às 18h25
[]
[envie esta mensagem]
OLHANDO PELO RETROVISOR
Enxergo nitidamente como num filme muita coisa que passei. Tento ser um pai legal. Canto sozinho o blues do Iniciante: “Eu tenho tantos planos brilhantes antes de te ganhar num salto mortal de iniciante”. Demorei muito para apertar o botão do foda-se e voltar a sorrir novamente. Dialogo com minhas cicatrizes. Sonho em demasia e me emociono muito. Ontem assisti a peça “No Retrovisor” do amigo Marcelo Rubens Paiva e gostei muito. Os dois atores estão muito bem no palco. O cara que mora numa espelunca é um sonhador nostálgico como eu. Bacana se identificar com um texto. Legal rever aquelas canções e aquele comportamento que me faziam a cabeça nos idos do final dos anos 80. Eu não fiquei trancado em casa como meu amigo Mirisola ficou enquanto a dita década perdida passava. Eu tava ali vivendo como um maluco. O garçom me servia uma coca-cola em garrafa- não era comum coca lata – e uma dose de pinga. Eu virava em dois goles e corria para ouvir rock no segundo andar da Vênus. Tomar garrafas de vinho na porta do estádio antes dos shows também era um hábito freqüente. O reggae rolava solto no Balafon. Ian Curtis e Renato Russo eram citados nas mesas de bares. Os livros Tantos Faz de Reinaldo Moraes e Feliz Ano Velho do Paiva; assim como a revista Chiclete Com Banana me levaram ao caminho da geração beat. Os inocentes me jogaram na cara o meu Brasil pobre que deu show e morreu diante de uma itália na final da copa do mundo de 82. Eu gritava junto com o Clemente: “Pátria amada, salve, salve-se quem puder”. Porra! Nós andávamos em bandos. Amávamos as garotas. Chorávamos sozinhos na beira do caminho. Tenho uma saudade sadia dos meus 16 anos. Estou começando a me orgulhar do homem de 33 que sou hoje. Vou levar minha mulher para assistir a peça que citei aqui e mostrar para ela que mesmo com o contraponto que o Paiva mostra no texto. A minha geração não era uma geração essencialmente de bundões. Acho chato neguinho ir em qualquer tipo de passeata para beber e procurar sexo. Acho que hoje a moçada quer só festar. Eu quero uma vida legal para mim. Eu até concordo quando o escritor Marcelo Mirisola diz: "Bac. Se este povo todo que faz festinhas nas passeatas da Paulista fosse até o congresso e cobrasse o governo com energia. Talvez nós não estaríamos nesta lama". Alguém pode chamar isto tudo de utopia. Mas eu sonho que a rebeldia da molecada ainda vai se direcionar contra o alvo certo. Enquanto isso não acontece eu fico aqui olhando mais um pouco pelo retrovisor.
Escrito por anselmo às 01h11
[]
[envie esta mensagem]
|